Vale o risco?
Insegurança deve impedir que grandes operações invistam na nuvem, nesse primeiro momento 20/09/2013 02:00
» João Paulo Bruder
Desde a redução de custo, até a possibilidade de ter todas as soluções sempre atualizadas, mostram que as operações em nuvem têm claramente vantagens sobre as in house. Mas nem todas as empresas estão interessadas em pagar para ver. "Olhando para o mercado ainda não vemos muitas empresas de contact center se utilizando da nuvem", comenta João Paulo Bruder, analista de telecom da IDC Brasil.

Ele explica que a maior migração ainda esbarra na desconfiança com o modelo, já que o setor depende muito da conectividade. "Uma falha no link ou lentidão pode atrapalhar muito a operação. Há uma dependência muito grande dos dados. Elas se perguntam se vale a pena correr o risco?", explica o analista.

Para Bruder, no momento, as operações menores devem ir para a nuvem, enquanto as maiores irão aguardar mais um pouco. "O risco para eles é muito grande. Ter problema em um link pode sair mais caro do que investir no modelo in house." Uma solução, segundo o analista, é ter um modelo hibrido, com apenas alguma soluções ou serviços na nuvem. "Acho muito difícil uma empresa decidir ter toda operação na nuvem, apenas os operadores e as PAs no espaço físico. Mas conforme as operações menores forem migrando e obtendo bons resultados, o cenário deve mudar", completa.

NÚMEROS
Pesquisas realizadas pela IDC revelam que é em 2013 que devem se concretizar os primeiros grandes projetos de nuvem no País. Os investimentos em Computação em Nuvem Pública pelas empresas brasileiras atingirão a casa dos US$ 257 milhões em 2013. A infraestrutura como serviço movimentará US$ 123 milhões, enquanto plataforma como serviço US$ 25 milhões e software como serviço US$ 109 milhões.

De acordo com as pesquisas, o conceito deve se expandir de maneira bastante forte, com crescimento anual de aproximadamente 74%. Assim, o mercado nacional atingirá a marca de US$ 798 milhões em 2015, sendo que as vendas de software como serviço chegarão a US$ 370 milhões, ultrapassando infraestrutura como serviço, que atingirão US$ 362 milhões. Plataforma como serviço chegará em R$ 66 milhões.

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