Hora de repensar o modelo
Novos tempos, mesmas pessoas, mesmo mercado, formas diferentes de interagir 25/03/2020 02:51
» Silomar do Nascimento
Autor: Silomar do Nascimento

Crise, problemas e oportunidades, muitas oportunidades. Estamos passando por uma crise sem precedentes da história moderna, enfrentando problemas diversos, do mais simples aos ainda sem solução, e que pela velocidade da mesma, causando muita insegurança incertezas, e sem muita clareza das perspectivas futuras.

O maior desafio, nesse momento, é nos organizarmos mental e estruturalmente para não somente passar pelo momento atual, mas principalmente para nos adequarmos ao que vem pela frente. Em muitos aspectos o mundo já tinha mudado, apenas foram acelerados nas últimas semanas alguns modelos de negócios que já existiam, porém, ainda como uma espécie de "mundo paralelo".

Alguns modelos de negócios irão desaparecer em breve, isso é fato, acelerados pelo momento ou já condenados pela crescente onda de mudanças que já se desenhava, sejam por não terem mais utilidade, sejam pela sua fragilidade diante de cenários como o atual. Acredito muito que daremos um salto exponencial na forma de nos relacionarmos, consumirmos e fazermos negócios. O tão falado mundo conectado, mundo 4.0, passará a ser o mundo on-line, o mundo 10.0, esse deve ser a magnitude do salto, da mudança e da adequação de todos os arranjos (produção, consumo, governo, etc).

Alguns estabelecimentos fechados momentaneamente (varejistas, comércios e demais serviços) poderão não reabri no pós-crise, seja por questões de viabilidade financeira, mas que seja principalmente por mudança de modelo mundial. Quase tudo hoje se compra, se vê/assiste, se relaciona ou faz pela Internet. Lojas físicas em shoppings ou não, já vinha dando sinais de funcionando mais como showroom do que outra coisa. Vendedor terá que ser consultor, produto terá que ser solução, serviços cada vez mais terão procura pelo modelo "on demand", pelo modelo colaborativo, pelo modelo compartilhado, enfim, o virtual está aí para mostrar a que veio, faz tempo.

Já pararam pra pensar que:
- Nos reunimos em cinemas para assistirmos filmes e comentarmos nas redes sociais;
- Vamos a shoppings, eventos, shows, estádios para ficarmos transmitindo ou postando nas redes sociais;
- Vamos à Cafés, aeroportos, coworkings, bares e restaurantes para fazermos vídeo reuniões por conferências de notebooks, tablets e smartphones;

Tudo isso de certa forma já denotava "isolamento físico" e "aglomeração virtual", mas agora é quase que uma verdade absoluta nos dias atuais. Enfim, já vivíamos em um mundo digital e virtual a tempos, porém agora, extremamente praticado e em evidência nas últimas semanas.

O mercado de relacionamento nunca teve tantas oportunidades para ser reinventado, e se consolidar como um dos principais pilares de sustentação do novo modelo de negócios e de consumo que está por vir. O mundo deu novamente demonstrações claras de que a informação é somente mais um item que se transmite de forma muito rápida, produtos, serviços e até mesmo (infelizmente) doenças/vírus são globais em todos os aspectos, estamos vivendo literalmente o "efeito borboleta".

Home office é um dos principais, se não o principal assunto do momento, e isso não é novo, a Virtual Connection tem sua origem e fundação em home office desde 2008/2009, quando o Wecsley Nunes Vieira a fundou em seu apartamento na cidade de Jundiaí, em São Paulo, e que desde então se espalhou pelo mundo.

Mas porque só agora isso é uma tendência? Por força do momento ou por ser realmente viável? Acredito nos dois, mas é claramente uma mudança sem volta, pois além das questões culturais e teóricas que precisavam ser transpostas, teremos agora a  questão prática, ou seja, o mundo experimentou o home office, e com certeza irá adotá-lo em grande parte.

Nessa "nova ordem mundial", pensar fora da caixa, fora do cubo, fora de tudo, e nos adequarmos ao novo modelo de relacionamento deve ser natural e obrigatório, afinal de contas é que fazemos e fazemos a muito tempo, agora o faremos mais virtualmente ainda.

Serviços e plataformas on-line de delivery como iFood, UberEats, entre outras de dimensões globais, terão que se readequar, pois terão como concorrentes os mercados locais também. Já existem milhares de aplicativos de delivery locais/regionais, já existem vários estabelecimentos criando desde soluções caseiras até as mais profissionais para atender seu clientes e pedido por diversos canais como Instagran, Facebook, Whatsapp, e até mesmo aplicativos também locais.

Educação a distância que já existe, mas muito focada em ensino superior, passa a ser uma realidade mais veemente para os demais períodos da vida escolar das pessoas. Plataformas como Youtube, Udemy, Aule, entre outras,  serão cada vez mais demandadas pelos consumidores.

Enfim, está na hora de repensar o modelo dentro do que temos e o que está por vir, entender o todo, pois o rearranjo será global e terão efeitos cascatas. Mais que entender, antever os impactos disso no nosso mercado e nossos negócios será a diferença entre o sucesso ou insucesso nesse momento, pois  "mundo físico" está dando espaço ao "mundo virtual".

Silomar do Nascimento é CEO da Virtual Connection.

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