O fator humano
Como uma liderança tóxica pode causar insatisfação entre os colaboradores 28/11/2019 10:21
» Beth Barros
Autora: Beth Barros

Entregar bons resultados e alavancar o desempenho de uma empresa é a aspiração de todo líder, mas para alcançar tal feito é necessário ter uma equipe comprometida. Contudo, a realidade de algumas organizações é de insatisfação dos colaboradores, motivada muitas vezes por um ambiente de trabalho tóxico. Prova disso é o dado levantado pela Gallup, empresa de pesquisa norte americana, apontando que a liderança pode influenciar em até 70% no aumento de engajamento do grupo com os negócios. Valorizar o capital humano e criar um clima de confiança é um dos caminhos.

As equipes precisam estar alinhadas aos objetivos estratégicos da organização, além de compartilhar dos mesmos valores e para que isso aconteça, é preciso que o líder tenha aptidão no gerenciamento de capital humano e saiba ouvir os colaboradores e observar o ambiente. Dessa forma, ele saberá onde é necessária a mudança e em qual momento. Uma forma de ter um termômetro do clima organizacional são reuniões semanais com os colaboradores. Para isso, é preciso criar um ambiente de confiança, no qual eles se sintam à vontade e seguros para expressarem suas ideias e feedbacks sobre os processos de trabalho. O resultado será ter pessoas que se sentirão ouvidas e valorizadas.

Muitos gestores ainda possuem dificuldades em criar e manter esse clima organizacional. Nesse caso, ferramentas práticas de gestão podem ser implementadas para ajudar no desenvolvimento de equipes de alto desempenho, como por exemplo, o gerenciamento e acompanhamento de resultados baseados em metas SMART. Afinal, quando "desafios" são propostos, o colaborador passa a idealizar a superação deles e passa enxergar o "exercício" como bagagem para seu o crescimento. Todos nos sentimos o aumento de confiança quando provamos o sabor de entregar algo que faz diferença para organização.

Outro ponto importante é investir no aprimoramento de processos e na resolução de conflitos internos para evitar futuros impasses e assim alcançar o sucesso. No primeiro caso, a tecnologia pode ser usada como aliada no manejo de recursos que torne a comunicação mais assertiva. Quanto aos conflitos, é primordial não deixar para segundo plano as diferenças da equipe, pois o quanto antes forem resolvidas, menor será o risco de ruídos atrapalharem o rendimento.

Nesse processo, o líder não pode esquecer-se de estruturar o quadro de recursos humanos para obter melhores resultados. Em qualquer organização, caso não haja agilidade no acompanhamento das tendências de inovação e competências técnicas, há grandes riscos das etapas ficarem estagnadas e não engatarem em atividades que gerem efeitos positivos. Neste caminho, um bom líder deve estar preparado para promover estratégias que gerem resultados e sinergia na equipe, como programas de qualificação e desenvolvimento de talentos. Afinal, o que forma uma empresa é justamente o fator humano.

Beth Barros é diretora regional da consultoria Lee Hecht Harrison (LHH) em Minas Gerais.

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