O desafio da retenção de talentos
Nem sempre apenas o salário é o que prende um profissional em uma organização 31/01/2019 10:07
Autora: Lisete Ullmann

Embora a taxa de desemprego no Brasil ainda seja excessivamente alta, beirando os 12 milhões de desempregados, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), alguns perfis profissionais são almejados pelas empresas e, dificilmente, estão disponíveis no mercado.

É o caso, por exemplo, dos profissionais técnicos e certificados em sua área de atuação. Para as empresas que trabalham com projetos tecnológicos customizados, este tipo de qualificação vale ouro, pois a especialização faz a diferença na qualidade da entrega ao cliente.

Uma maneira de não perder este profissional para a concorrência é mantê-lo motivado no dia a dia, vale lembrar que nem sempre apenas o salário é o que prende um profissional em uma organização. O clima organizacional, a oportunidade de propor melhorias e o reconhecimento do gestor são diferenciais importantes para este profissional na sua jornada.

Desta forma, o RH assume um papel de extrema relevância junto aos gestores. É fundamental que a liderança esteja capacitada para dar feedbacks Positivos e Construtivos aos colaboradores de modo a não desmotivá-los e sim apoiá-los para que busquem melhorias de performance e aumento qualitativo de produtividade. Além disso, é importante adotar pequenas práticas na rotina da equipe, como incentivar a comemoração de pequenas e grandes conquistas, reconhecer as melhorias, tratar as críticas de forma individual e sempre com viés construtivo.

É mais do que comprovado que a falta de reconhecimento do líder gera um baixo engajamento dos profissionais e, consequentemente, pode comprometer a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

Em muitos casos, o gestor não tem essas habilidades tão desenvolvidas e, por isso, é fundamental que o RH o apoie no desenvolvimento destas competências. Em paralelo, o gestor deve estar atento para identificar possíveis talentos que precisam desenvolver determinadas competências. Muitas vezes, o talento que vai se buscar no mercado existe dentro de casa, mas precisa ser preparado, obter as certificações necessárias e desenvolver as competências que se espera para determinada função. E só é possível identificar esses talentos quando o gestor está sintonizado com a equipe.

RH e gestão devem caminhar juntos
O ideal é que os gestores tracem um plano de desenvolvimento de competências alinhado com o RH da empresa. Além de ajudar com as técnicas, o profissional de RH tem um olhar treinado para enxergar o colaborador de forma mais abrangente.

A verdade é que não há uma receita de bolo pronta para motivar e reter talentos. Porém, com toda certeza, um ambiente de trabalho organizado, com projeção de desenvolvimento profissional e uma boa gestão são fatores decisivos para que ele desconsidere uma mudança de emprego. Meu conselho aos gestores é que estejam mais próximos dos seus subordinados, conhecendo suas habilidades, necessidades e expectativas e busquem junto à área de Recursos Humanos alternativas para alcançar melhores resultados junto de suas equipes, sempre valorizando o indivíduo.

Lisete Ullmann é gestora de RH da Seal Telecom.

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