Alemanha: Copa não veio de graça
O que a conquista da seleção alemã no torneio deixa como lição para o Brasil 16/07/2014 02:49
» Tatiana Botta
Autora: Tatiana Botta

Claro que você viu a Copa do Mundo, e talvez tenha vibrado com o resultado obtido pela Alemanha. Gostando ou não, uma coisa é certa: a Copa custou caro para os alemães. E não foi porque eles compraram o torneio (aliás, essa é uma boa lenda urbana).

A preparação da Alemanha para a Copa do Mundo começou há 14 anos. Sim, em 2000, depois que o time perdeu na Eurocopa daquele ano. E isso envolveu não somente o time alemão, mas todos os clubes do país. Foi um esforço em conjunto para a formação de novos profissionais, na base, e para determinar o perfil do grupo, o tipo de jogo e estratégia dentro do campo. Isso, infelizmente, não se constrói com uma única estrela em campo.

Esses 14 anos envolveram também o estabelecimento de um padrão de qualidade para o futebol alemão, além de regras para os clubes, que são obrigados a definir uma filosofia de jogo clara, e que permita sua continuidade em qualquer categoria do clube. Isso faz com que haja um trabalho de formação que não acaba em uma fase - a caminhada entre jogador e atleta de elite não para.

Mas o que a final da Copa do Mundo deixa de lição para o mundo corporativo, além do chavão "a união faz a força"? Fica claro que é apenas o esforço de um time que pode levar algum empreendimento adiante - seja ganhar a Copa, expandir uma empresa, conseguir bater a meta de vendas. Aliás, falando em Vendas: não adianta ter um vendedor estrela, que bate todas as metas, se o resto da sua equipe não chega lá, nunca. Essa não é, como vimos na Copa, uma operação que se sustenta a longo prazo. A fragilidade se revela ante a primeira dificuldade.

Portanto, a lição da Copa é essa: independente do seu objetivo, o importante é jogar em time. Um único profissional não segue adiante com toda uma operação. É preciso que todos entendam e façam parte de uma grande engrenagem. É preciso haver uma engenharia precisa na equipe para que o crescimento seja sólido, e os objetivos, alcançados. Assim como para os alemães, isso não vem de graça: é preciso investir em capital humano e recursos técnicos para se chegar lá. Você está disposto?

Tatiana Botta é coach especializada em vendas e sócia diretora da Epifania Coaching.

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