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O jovem líder e seus desafios
As competências as faculdades deveriam ensinar e acabam se esquecendo 23/01/2012 10:33
» Fernando Montero da Costa
Autor: Fernando Montero da Costa
 
Quando se está no mundo acadêmico-universitário, a prática profissional ainda é uma grande desconhecida. Esta falta de informações sobre como será o futuro do estudante no dia a dia de uma empresa, por exemplo, faz com que as faculdades não expliquem o suficiente a respeito da importância de se tornar um líder. E a liderança se trata de uma virtude genética, exclusiva de alguns eleitos pela natureza? A resposta é: não (felizmente!).
 
Liderança pode, sim, ser aprendida. É claro que alguns já trazem consigo traços de personalidade e de comportamento que favorecem o ato de liderar, porém, um técnico também pode se tornar um bom líder. Para isto ocorrer, é preciso, entretanto, que haja empenho por parte do profissional técnico.
 
O fato é que, na velocidade em que as coisas acontecem no mundo atual, muitas vezes acabamos, ainda jovens, sendo elegíveis a líderes e, em determinado momento, estamos líderes. E então, o que fazemos nesta hora?
 
Liderança é como musculação, requer a prática de exercícios continuados e muita disciplina. Portanto, uma vez que se determine a isto, quem não nasce líder pode aprender a liderar.
 
Destaco algumas características (ou competências) mais desejadas pelas organizações:
- Empatia
- Confiança
- Facilidade para se inter-relacionar com os outros
- Otimismo
- Capacidade de persuasão
- Comunicação
 
Afinal de contas, considerando-se a relação de itens acima, o que significa ser um líder maduro no que tange à sua relação com pessoas?
 
Significa:
- Ser capaz de delegar tarefas a outras pessoas e acompanhar de perto seus resultados;
- Trabalhar com pessoas na busca de resultados;
- Firmar relações de confiança;
- Colocar-se no lugar do outro, a fim de entender e melhor ajudar a solucionar seus problemas;
- Estabelecer novos desafios para os integrantes do grupo;
- Elogiar o bom desempenho e demonstrar reconhecimento;
- Formar e desenvolver a equipe;
- Demonstrar autoconfiança naquilo que faz, contaminando os outros com seu entusiasmo;
- Desenvolver a habilidade de influenciar e persuadir os outros;
- Saber falar, mas também saber ouvir.
 
Fernando Montero da Costa é diretor de operações da consultoria de RH Human Brasil.
 
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